O CRIME DE TRAIÇÃO À PÁTRIA:

O CRIME DE TRAIÇÃO À PÁTRIA:

O Art.º-141.º Do Código Penal é simples e claro: "Será condenado na pena de prisão maior de vinte a vinte e quatro anos, todo o português que: 1.º intentar, por qualquer meio violento ou fraudulento ou com auxílio estrangeiro, separar da mãe-Pátria ou entregar a país estrangeiro todo ou parte do território português, ou por qualquer desses meios ofender ou puser em perigo a independência do País. 2.º Tomar armas, debaixo das bandeiras de uma nação estrangeira, contra a Pátria". Simples e claro como o juízo do nosso povo, quanto à forma como a Pátria foi mutilada.

¡ OS FRAGMENTOS DO ÓDIO !















Foi numa fria madrugada, como sempre acontecia...
Pela calada, ou à noitinha, quando todos ainda dormiam...
Era assim o comunismo!
A repressão por liberdade! E a morte como solução!
Ditadura de cobardes, usuários, anarquistas, exploradores,
traidores, velhacos e assassinos!!!

Berlim 13 de Agosto 1961,
Foi numa sinistra madrugada que soldados armados
fecharam com concreto de betão
e arame farpado como símbolo de intimidação,
famílias e amigos separadas da noite para o dia!
Não respeitaram casas, jardins nem ruas,
separando a vida daqueles que precisavam de pão!

cercas eléctricas, valas, e 300 torres de vigilância
com soldados preparados para atirar e matar...
quem tentasse passar o muro para um abraço amigo..
Vinte e oito anos durou para fazer a demolição...
Mas o nosso muro da vergonha e da morte
vence no tempo a permanência de uma alta traição!!!
Era prática corrente amordaçar os povos...
E tirar-lhes o direito à Nação!

Ódio, inveja, mediocridade, morte, perfídia e ambições,
era a palavra da desunião levada ao extremo por seres imundos...
Fanatizados, apodrecidos nos berços das maldições!
Inventores de todos os muros...
Estáticos, bélicos, fanáticos como erectos monumentos
fragmentos de ódio e de morte ...
em consagração a pérfidos seres, erróneos, fiéis nas bajulações!

25 Abril 1974
Foi numa fria manhã em cidade em paz,
de soldados corrompidos em tanques de guerra
dilacerando a Pátria para venda dos nossos territórios aos inimigos,
e as nossas vidas à venda que só à canalha satisfaz ...
De um muro edificado em Lisboa, por cimento armado,
e uma ponte aérea e marítima de Angola para todo o mundo.

Cai um muro alemão de má memória...
Mas o nosso muro sobre um mar de sangue construído
ainda não foi demolido!
Ficaram fragmentos p’ra História! Testemunhos sofridos!
E ficaram os nossos mortos, assassinados, esquecidos!
O estrondoso caír da sâtanica União-Soviética
fez tanto ruído como de silêncio impôs ao mundo,
e como de mortalhas o cobriu!

Ah, nós portugueses das províncias ultramarinas de Portugal
vítimas de pardacentos vendidos por pouco soldo ao inimigo,
entregaram à morte compatriotas, famílias e amigos,
justificando a sua raça, e julgaram-se homens
por terem nas mãos armas dadas de graça!

O tempo não acordou a tempo! Não previa antecipação!
Em Berlim hoje canta-se o hino à Liberdade...
Mas nós, vítimas de cruel traição!...
Nunca pensamos que estava tão cerca, e ficamos sem canção!
Mas temos nomes! Assinalados com crucifixo!
Por lhe terem tirado honra, liberdade, vida, e direito à Nação!


De, Rogéria Gillemans.

¡Registado no Ministério da cultura - Inspecção Geral das Actividades Culturais, I.G.A.C. – Processo N°3089/2009!