O CRIME DE TRAIÇÃO À PÁTRIA:

O CRIME DE TRAIÇÃO À PÁTRIA:

O Art.º-141.º Do Código Penal é simples e claro: "Será condenado na pena de prisão maior de vinte a vinte e quatro anos, todo o português que: 1.º intentar, por qualquer meio violento ou fraudulento ou com auxílio estrangeiro, separar da mãe-Pátria ou entregar a país estrangeiro todo ou parte do território português, ou por qualquer desses meios ofender ou puser em perigo a independência do País. 2.º Tomar armas, debaixo das bandeiras de uma nação estrangeira, contra a Pátria". Simples e claro como o juízo do nosso povo, quanto à forma como a Pátria foi mutilada.
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¡ DA TRAIÇÃO, À ANGÚSTIA DA CHEGADA !


― Vivem-se vidas inteiras sem conhecer o desespero:
Mas esse sentimento pungente, amargo, rude, foi partilhado em 1975 por centenas de milhares de portugueses, em Angola sobretudo;
Centenas de milhares em Moçambique, em Timor, na Guiné, ( até, em Cabo Verde, e, em São Tomé e Príncipe).
Cidades inteiras de pessoas felizes, prósperas, esperançosas, com uma absurda confiança no futuro, viram-se de repente sem vida social, sem emprego, sem casa, com o dinheiro congelado nos bancos, e um terrível sentimento de perigo em relação às suas vidas e às da sua família.
O desespero tem espinhos, alguns aguçados, e os seus bicos empurram as pessoas para o abismo.
No início de Maio de 1975, em Luanda, um grupo de 2.500 residentes em Angola anunciou que não conseguindo obter passagens aéreas ou marítimas para Lisboa, tencionava fazer a viagem até Portugal por via rodoviária, atravessando oito mil quilómetros de países africanos no sentido sul-norte ao longo de 90 dias. A caravana motorizada esteve organizada para ser constituída por 200 camiões e 500 automóveis particulares, sendo os suprimentos destinados a 15 camiões-frigoríficos com capacidade para transportar 30 toneladas de alimentos cada um.
Alguns veículos foram transformados em oficinas móveis para fazer face à inclemência do trajecto e um dos organizadores, Guilherme dos Santos, fez contactos formais com a Cruz Vermelha Internacional e com a Comissão das Nações Unidas para os Refugiados para, na medida do possível, ajudarem essa travessia das selvas, savanas e desertos do continente africano. Acabaram por não avançar para esse louco caminho para a morte.
Mais a sul, porém, houve traineiras a largar de Porto Alexandre e de Luanda cheias de gente, em direcção a Portugal-Algarve e Madeira onde chegaram, com muita sorte, sem males de maior. Outros barcos de pesca artesanais cruzaram o Atlântico para despejarem no Brasil "os refuziados" que não vieram para Portugal. De entre estes barcos de pesca artesanais alguns acabariam por afundaram no Oceano. E quase todos os que puderam escaparam por terra em direcção à África do Sul e a outros países limítrofes, em alguns casos viajando com máquinas de obras públicas que iam aplainando os acidentes do caminho.

O drama, o luto, o caos, a confusão, dominou no primeiro tempo da chegada a Lisboa a cabeça das pessoas. Mais do que a revolta, as pessoas tentavam perceber os acontecimentos, e como é que se poderiam instalar em Portugal. A fase da revolta veio depois. Na quantidade tremenda de gente que desaguou em Portugal aconteceu de tudo. Uma pequena minoria tinha acautelado o seu património e preparado o seu regresso a Portugal. Outra minoria - precisamente aquela que mais tinha a perder com a "independência" de Angola uma vez que perdera os laços com a metrópole - e nunca acreditou no pior desfecho, não preparou coisa nenhuma, e veio sem nada, absolutamente nada, para além da roupa que trouxe no corpo e muita desta fornecida pela Cruz Vermelha, pelas fugas em pijamas e descalços das suas casas em plena noite quando dormiam. Algumas centenas conseguiram trazer alguma coisa, pouca, mas suficiente para o espectáculo dos caixotes que inundou os cais e o aeroporto de Lisboa.
Aos números soma-se a crónica dos ressentimentos sobre a situação, a confusão baralha-se; calam-se os dramas, a angústia, sofresse e chora-se em silêncio. E faz-se o luto pelos familiares ou pelos amigos assassinados.


O ódio é mais espesso que o sangue, mas há momentos em que nem isso adianta...
É QUANDO PORTUGAL E TRAIÇÃO JÁ NÃO SE DISTINGUEM!




Rogéria Gillemans


¡ ESTES SÃO OS TRAÍDOS, QUE CONTRUÍRAM UM PORTUGAL MAIOR!

TRAIÇĂO, ABANDONO, CRIMES! 
ESTAS SÃO AS DIVISAS E OS GALARDÕES PARA OS CRIMINOSOS DE ABRIL, AUTORES DO MAIOR CRIME DE QUE HÁ MEMÓRIA PRATICADO CONTRA PORTUGAL E CONTRA OS PORTUGUESES! 


 SOBRE ESTES GALARDÕES A HISTÓRIA FARÁ O JULGAMENTO: 
pelo abandono, indiferença e, a conivência nos crimes, daqueles que
 se intitulavam "autoridades portuguesas"!

Luanda, a partir de Fevereiro de 1975: 
As urgências hospitalares, os hospitais, as clínicas, as casas de saúde, e as morgues não chegavam para fazer face às centenas de feridos e de mortos que diariamente davam entrada, com as salas cheias, os mortos eram colocados onde calhava, encontrando-se já dispersos pelo chão destas instituições, que cheias, passariam a serem levados para os pavilhões de Desporto, Escolas, e para o edifício da Delegação dos Serviços de Saúde situado na Maianga, que rapidamente, também, se encheriam de mortos. Compatriotas civis e militares, povos inteiros de Portugal abandonados e entregues a ferozes assassinos! Este é o libelo do 25 de Abril de 1974, a quem a soldadesca e os criminosos apátridas de Abril, um dia, terão que prestarem contas a milhões de portugueses do Minho a Timor por tantos crimes praticados, e impulsionados de fora.

 (sobre estes massacres, mais fotos com informação no Site "ANGOLA TERRA NOSSA".)


 ESTAÇÃO DOS CAMINHOS DE FERRO (CFL), MARÇO 1975:
O primeiro grande êxodo de Luanda, à causa da feroz e fratricida guerra levada para Angola pelos feitores da "revolução dos cravos" os bailundos vítimas de feroz tribalismo, perseguição e ameaças de morte fogem para o sul do Angola. Luanda, Março de 1975, Fuga de Luanda para o Sul, Huambo,
nos Autocarros da Empresa de Viação de Angola (EVA). Luanda, Março de 1975,
a intimidação e as constantes ameaças de morte aos bailundos, da parte dos criminosos do MPLA com alguns cubanos à mistura, davam início ao êxodo maciço de centenas de milhares de bailundos para o sul. Filas continuas ao longo dos dias carregando os seus parcos haveres "as imbambas" como se dizia, umas levadas à cabeça outras transportadas em carroças construídas para esse efeito (com madeira e rodas de bicicletas) onde carregavam o que tinham, incluindo algumas aves de capoeira, e não era raro de ver entre a pequena carga um ou outro cão, companheiros dos folguedos das crianças, nos tempos de paz. Todos os caminhos e estradas que ligavam as zonas periféricas ao centro da cidade eram poucos nessa fuga à morte, como procissão fúnebre, em direcção aos transportes ferroviários e aos autocarros da empresa EVA, onde há chegada se iam aglomerando como calhava, aguardando durante longas semanas por lugar nesses transportes que os levariam para o sul, neste espectáculo triste e desolador não faltaram lágrimas nos rostos daqueles que assistiam a este prenúncio do fim de um povo, até então português e, desta província há cinco séculos Portuguesa, que vivia em paz, em ordem, e dentro de impressionante progresso.

Criar o caos, instalar o pânico, fomentar o racismo, o tribalismo e a fome, para dar existência à repressão, às prisões arbitrárias, aos assassinatos e à guerra, assim, foi feito em Angola, com a participação e a conivência daqueles que se intitulavam “autoridades portuguesas”. Nada era por acaso, já que este primeiro grande êxodo de Luanda teria repercussões psíquicas negativas para os portugueses brancos, ficariam assim mais sózinhos, isolados, sem ajuda necessária para a continuidade do trabalho, que já se fazia sentir no abandono laboral em todos os sectores, em especial da agricultura e da agro-pecuária. 
No norte, pelas ameaças de morte aos bailundos, estes, já se tinham retirado para o sul abandonando as fazendas de produção do café, cuja colheita não foi feita. Cabia a vez aos bailundos residentes na capital, (por várias razões os bailundos estiveram desde sempre ao lado dos portugueses brancos, sendo por isso um dos valores na contribuição para a paz, para o progresso e para a economia de Angola). 
Os comunistas não só se impunham pela força das armas, pelo terror, crimes de assaltos, roubos e assassinatos, como tinham o propósito de impossibilitar a continuidade laboral, paralizar o trabalho para destruir a economia (da qual portugueses europeus e africanos (bailundos) eram o grande e principal motor de produção), fragilizando o território economicamente seria presa mais fácil, expulsar e confinar os bailundos ao sul pela intimidação, pelos confrontos, as esperas traiçoeiras, o tribalismo criminoso, os assassinatos, e pelas ameaças diárias de morte, caso não saíssem da cidade. 

Pela falta de mão-de-obra na produção industrial e na agricultura, em Luanda já escassavam os produtos para alimentação, e os que ainda haviam atingiam preços inauditos, e a fome não tardou a chegar. As empresas, as fábricas, os escritórios, as alfândegas, e os serviços do Estado por falta de empregados não funcionavam, e os que iam funcionando era unicamente para manterem vivo o espírito do trabalho e da civilidade na observância do dever nos princípios da moralidade. A presença dos povos do sul na capital eram um obstáculo aos objectivos dos comunistas, por outro lado esses povos eram simpatizantes da UNITA, sendo também por esse facto vítimas de perseguições, de tribalismo selvagem, e de assassinatos praticados com requintes de extrema crueldade, muitos dos quais aconteciam após o trabalho quando de regresso às suas casas nos bairros: Prenda, Marçal, S. Paulo, Terra Nova, Sambizanga, Cazenga, Bairro Popular, Rangel, Mulemba: 
Como um jovem bailundo com 17 anos de idade que de regresso à sua casa na Terra Nova, um grupo de criminosos intersectaram-no pedindo-lhe cigarros, enquando esse jovem trabalhador procurava os cigarros no bolso foi assassinado à catanada, cuja ferocidade e selvajaria causou a mutilação do corpo, perante o olhar aterrorizado dos vizinhos do bairro, segundo testemunhas, só os gritos desses no pedido de ajuda, impediram que os criminosos continuassem o macabro ritual. Famílias inteiras de bailundos foram perseguidas e assassinadas desde 1975.


O GRANDE ÊXODO DOS PORTUGUESES DE ANGOLA ! Luanda, de Abril a Maio de 1975:
Portugueses brancos, negros e mestiços junto a uma das agências das Linhas Aéreas, na baixa da cidade. A presença já notória de russos e de cubanos na cidade e, a guerra fratricida já declarada, davam lugar às ininterruptas filas que davam a volta ao quarteirão, durante semanas de longos dias, sob sol escaldante e de longas frias noites, de onde ninguém arredava pé para não perder o lugar, para aquisição dos bilhetes de embarque com destino a vários países. Neste êxodo de Angola.


 Luanda, Maio 1975: 
Portugueses de algumas cidades e vilas do interior de Angola, refugiados no Aeroporto de Luanda, aguardando por embarque para Lisboa.


1975, Henrique de Carvalho: 
Campo de refugiados portugueses na periferia de Saurimo, Lunda-Sul. 
A população civil procurava a protecção do “exército português de Abril” que em nada ajudou!

 
Abril de 1975, Malange: Portugueses da Lunda 
               em concentração rumo a Luanda e a Nova-Lisboa por estrada, pedindo ajuda
              de protecção à soldadesca de Abril, ajuda essa de protecção que lhes foi negada.

                  Esta era a pacífica e bonita cidade de Henrique de Carvalho (Saurimo) em 1971.
 
1975, Vila Luso, província do Moxico: Portugueses de Luena
 refugiados no hangar do aeroporto aguardam por transporte aéreo para Luanda. 


  A chamada "Ponte Aérea" de Luanda para Lisboa com início a 03 de Junho até final de Novembro de 1975, oficialmente foi dada por terminada no dia 03 de Dezembro e concluída a 06 de Dezembro do mesmo ano. Centenas de aviões, milhares de voos (900 mil voos) a um ritmo impressionante de mil pessoas transportadas por dia, para a saída urgente desta gente traída e abandonada. Cinco meses e meio para evacuar mais de meio milhão de pessoas, neste, dizer adeus a Angola.



 FUGA POR TERRA, DO LUBANGO RUMO À ÁFRICA DO SUL:

1975, Lubango: Uma caravana de 300 viaturas rumo à África do Sul.


1975, Namibia, Grootfontein, o campo de refugiados Angola.

1975, Namibia, Grootfontein.

1975, Grootfontein: 
Os refugiados de Angola na partida para a estação de comboios.

 Dias tórridos de sol a sol, e noites gélidas: 
No exterior da vedação mais de uma centena de viaturas de vários tipos estacionadas. Umas com as cargas de origem, outras vazias. No campo de Windhoek a situação era idêntica. Os seus proprietários acabariam por abandoná-las ali. As autoridades sul-africanas não prometiam o embarque destas para Portugal, e da parte das chamadas “autoridades portuguesas” nem sinais.
No dia 22 de Outubro é anunciada a partida. Nessa noite, militares e alguns residentes da cidade honraram os refugiados de Angola com uma festa de despedida, com um grupo musical, no recinto de jogos desportivos.
No dia 23, os seus parcos pertences foram devidamente rotulados e transportados para a estação do comboio, seguindo-se as pessoas que eram acomodadas por agregado familiar em cabines com beliches de acordo com o número de indivíduos. Nas cabinas encontravam-se latas de conservas, fruta natural e bebidas.
Ao meio dia em ponto ouve-se o silvar do comboio que dá o sinal de partida. Na despedida de Grootfontein o acenar de muita gente, entre esta, um Padre a dar a sua bênção a esta honrada gente de Angola, traída e abandonada pelos canalhas criminosos que se proclamavam “autoridades portuguesas”.

 Caso admirável das Autoridades Sul-Africanas: 
Aproximava-se a hora do embarque, nas vésperas da devolução do campo todas as viaturas abandonadas foram recolhidas para um recinto vedado, e no decorrer de 1976 exactamente como haviam sido abandonadas foram despachadas para Portugal e entregues aos seus donos.

 
1975 - OCEANIC INDEPENDENCE - 
O navio que as Autoridades Sul Africanas puseram à disposição dos refugiados de Angola,
de Grootfontein para Lisboa.



Lisboa 1975, a partir de Junho este era o cenário no aeroporto de Lisboa. 
Refugiados de Angola, após as suas chegadas, deixados ao abandono
pela indeferença dos criminosos e depredadores que se intitulavam "autoridades portuguesas".

  Lisboa 1975, 
Refugiados de Angola manifestando-se em luto contra o Crime de Traição.


Lisboa 1975, 
os refugiados de Angola, em reivindicação aos seus direitos e, para se fazerem ouvir, 
ocuparam o Palácio de São Bento (Assembleia da República).


         

"Revolução dos Cravos, 25 de Abril de 1974" Traição - 
Crimes Contra a Humanidade - Holocausto em Angola! 

 A chamada "Revolução dos Cravos" teve origem em reivindicações de carreiras militares, foi um descontentamento mercenário e, que abriu fendas na disciplina militar e que, a certo momento, dada a extenção da indisciplina procuraram revestir-se de uma explicação política conferindo-lhe, aos olhos da Nação e do mundo, uma aparência de honestidade e de significado nacional. A infiltração dos oficiais esquerdistas, comunistas e socialistas, exploraram essa indisciplina mercenária e conduziram-na à mais Criminosa Traição que a História de Portugal conhece e, o poder foi tomado de assalto por criminosos que, ilegitimamente e, à revelia da Constituição determinaram o destino da Nação e de todo o seu povo, e aos quais se juntariam outros malfeitores vindos do estrangeiro para a prática dos crimes. E que, à revelia e, inconstitucionalmente, negociaram com "Terroristas-Assassinos" os territórios e povos de Portugal, abandonaram inteiras populações inermes, recusando-lhes Protecção.

As afirmações do socialista/marxista Mario Soares ao “ DER SPIEGEL” em 1974 e, ao “JORNAL DE SÃO PAULO” do (Brasil) deixam claro as suas intenções a respeito dos Crimes, e dos portugueses de Angola, o "Genocídio dos Portugueses Brancos"como "Solução".

Os massacres praticados pelo MPLA e cubanos à causa do 27 de Maio de 1977 foram de 80.000 seres humanos assassinados, na maioria com idades inferiores a 18 anos, outras fontes apontam para um  número superior  a 100.000  mortos, e ao longo de três décadas de guerra morreram mais de 2 milhões de africanos portugueses; 4.1 milhões foram deslocados internos, e 436.000. levados para os países vizinhos: Zâmbia, Congo Brazzaville, República Democrática do Congo. O número de mutilados civis é de 80.000 resultado de minas semeadas por todo o solo angolano por ordens do cubano comunista Fidel Castro.



NOTA – No "ANGOLA TERRA NOSSA"informação mais detalhada com fotografias e documentos sobre causas, participação e acontecimentos dos crimes contra a humanidade em Angola, e aos quais os criminosos da "Revolução dos Cravos" qualificaram como "Descolonização Exemplar"



                                              Rogéria Gillemans


UM HERÓI PORTUGUÊS, RUI ALBERTO MAGGIOLO DE GOUVEIA.


                                              HOMENAGEM A UM HERÓI
                       TENENTE-CORONEL RUI ALBERTO MAGGIOLO DE GOUVEIA.


"«Viemos para aqui para morrer. Estamos prontos para morrer!» Foram as últimas palavras ouvidas do tenente-coronel do Exército Português, Rui Alberto Maggiolo de Gouveia, fuzilado pela Fretilin em Timor, com outros elementos da UDT, em finais de Dezembro de 1975.
Em Agosto, à causa da traição e cumplicidade da tropa criminosa de Abril com a Fretilin, juntara-se à UDT - "por amor a Portugal e a Timor", como disse -, pensando contribuir para evitar a invasão indonésia. "

Assim morrem os heróis. Assim morreu o tenente-coronel Rui Alberto Maggiolo de Gouveia. E, quem assim morre, é orgulho para os pais, para a esposa, para os filhos, para os portugueses de Lei e para a Pátria. Morreu como herói da Fé e da Pátria: e, desta forma, não é a morte que coroa a vida, é a glória eterna em Deus que sublima tal morte. E mais vale morrer com glória do que viver com desonra - eram desta têmpera os portugueses de antanho - foi a ideia-força na vida deste Homem, deste Cristão e deste oficial do Exército Português, Maggiolo de Gouveia. Se, como piedosamente cremos, ele continua a viver no Céu, junto de Deus, também viverá no coração dos timorenses enquanto a memória dos homens não se desvanecer. 



ANTES DE MORRER, CADA UM FAÇA A SUA ORAÇÃO !

"Em 12 de Agosto de 1975, o tenente-coronel Rui Alberto Maggiolo Gouveia foi à Rádio de Díli dizer que já não era comandante da Polícia de Segurança Pública e que abandonava o Exército Português. Porque aderira, "por verdadeiro amor" à verdade, a Timor e a Portugal, "ao movimento UDT", o partido que no dia anterior desencadeara uma acção militar.

A declaração é recebida com perplexidade pelos militares portugueses e enfurece a Fretilin que a 21 o prende e encarcera no Quartel-General em Taibesse. O governador português Lemos Pires ordena, uma semana depois, a saída dos militares metropolitanos para a ilha do Ataúro, donde
partirão em definitivo na manhã de 7 de Dezembro, início da invasão indonésia do território.

Maggiollo Gouveia é dado como desaparecido "em condições de grande perigosidade e de ameaça à ordem pública". Durante 11 anos. Após o que a família requere judicialmente a sua morte presumida. Desde há 11 anos que a viúva recebe pensão de sobrevivência e de preço de sangue.

Na tarde próxima segunda-feira, em Mação, o ministro da Defesa, Paulo Portas, e o novo chefe do estado-maior do Exército, Valença Pinto, prestam-lhe honras oficiais numa cerimónia fúnebre que a família pretende discreta.

PÚBLICO ontem o porta-voz do Estado-Maior do Exército (CEME), que está a organizar a cerimónia. Segundo o tenente-coronel Vasco Pereira, Maggiolo Gouveia terá um enterro de acordo com as "honras regulamentares", disse ao o antigo tenente-coronel terá "naturalmente direito" às honras de Estado a que "qualquer militar no seu posto" também teria - escolta militar e salva de tiros.


Entrevista do Jornal "O PÚBLICO", Quarta-feira, 13 de Agosto de 2003.
Pela primeira vez um dos Assassinos fala sobre a Execução do Oficial Português Maggiolo Gouveia.

Por Adelino Gomes.

O olhar fugidio, as palavras mal sussurradas denunciam o embaraço de L. (letra escolhida ao acaso, com intuitos óbvios de lhe preservar o anonimato) quando se senta na cadeira para a entrevista. As palavras queimam-lhe na boca, parece mais de uma vez à beira da desistência.
Chega, em dado momento, a deixar cair a sua identificação completa, número mecanográfico do Exército português (a quem serviu no contingente local entre 1973 e 1975) incluído. Mas logo cai em si e pede, uma vez mais, o anonimato. O seu nome enquanto elemento do pelotão que fuzilou o antigo chefe da polícia de Timor é conhecido por várias pessoas ligadas no passado à Fretilin. Mas esta é a primeira vez que aparece a assumir a participação dele próprio na acção. Num encontro a sós, mas que sabe se tornará público, porque é a um jornalista que faz o relato do que viu e fez em duas noites consecutivas, por alturas do Natal de 1975 na região montanhosa de Ai, Timor-Leste

P - Qual a sua função na Fretilin?

L - Era soldado-condutor.

P - Tinha estado no Exército português?

R - Sim. Fui da incorporação de 1973.

P - O tenente-coronel Maggiolo Gouveia esteve detido durante semanas e semanas em Díli, no Quartel-General e no Hospital. Quando é que o evacuaram para Aileu?

R - Antes da invasão indonésia [em 7 de Dezembro de 1975]. Não sei a data exacta.

P - Onde é que ficou?

R - No quartel [de Aileu] numa zona chamada Matadouro, ao pé do
Hospital.

P - Sabe se foi torturado durante esse tempo?

R - Voltaram a bater-lhe com chicote [como acontecera em Díli, pelo menos nas primeiras semanas após a sua prisão].

P - Houve algum julgamento?

R - Não. Membros do Comité Central [CC da Fretilin, partido que dominava Timor desde finais de Agosto e tinha em Aileu a sua zona de maior fidelidade] começaram a reunir-se para verem se podiam liquidar aquela gente toda.

P - Qual gente?

R - Os presos. Além do tenente-coronel Maggiolo Gouveia havia presos da UDT e da Apodeti.

P - Quantos?

R - Não sei. Muitas dezenas.

P - Quem eram os membros do CC que se reuniam?

R - José da Silva, Sebastião Sarmento, Adão Mendonça, furriel Gil Ribeiro, Domingos Ribeiro e M. [letra escolhida ao acaso, para representar o nome de uma figura da Fretilin ainda viva, ao contrário dos restantes, todos mortos durante a luta contra a Indonésia].

P - Nesses nomes que está a dizer há gente que não pertencia ao CC.

R - Havia também o Sebastião Montalvão, o Alarico Fernandes, o António Pinheiro e mais gente que já esqueci.

P - Quem dirigia então efectivamente o partido era Nicolau Lobato. Ele também participava nessas reuniões?

R - Não. Quando lhe contaram ele disse: "Nós podemos prender, mas não podemos matar".

P - Onde é que se reuniam?

R - Num bar.

P - Como é que você soube?

R - Mandaram-me chamar a casa, era de noite. Tinham estado a comer leitão assado e a beber cerveja, vinho, whisky. Diziam: 'Temos que acabar com aquela gente toda da UDT. E com o Maggiolo também'.

P - Quando aconteceu isso?

R - Não sei a data exacta, foi em Dezembro.

P - No princípio, no meio, no fim?

R - Pode ter sido por volta do dia 25. Eram umas onze da noite quando me chamaram. Fui ter com eles ao bar, deram-me de beber. Diziam: 'Temos que tomar conta disto. Não podemos deixar vivo o Maggiolo, se não amanhã ou depois o Maggiolo é que é presidente e nós sofremos na mesma".

P - O que é que lhe disseram?

R - Mandaram-me à prisão chamar o comandante. O primeiro cabo Pedro Aquino levava uma lista de uns 25. Foram chamando um a um. Formaram e depois conduzimo-los a pé para fora de Aileu. Atravessámos a ribeira e parámos junto de uma vala, num local chamado Aisirimu. Eu soube depois que a vala já estava aberta desde as três horas da tarde.

P - O que fizeram a seguir?

R - Eu disse-lhes: "Se têm coragem, fujam".

P - E alguns fugiram?

R - Não. O tenente-coronel Maggiolo respondeu: "Viemos para aqui para o buraco para morrer. Estamos prontos para morrer". Então eu disse: "Antes de morrer, cada um faça a sua oração".
P - E eles? Rezaram o terço em conjunto?
R - Não. Uns rezaram o "Pai nosso que estais no céu", outros fizeram o exame de consciência.

P - Rezaram alto?

R - Não, em silêncio.

P - E depois?

R - Mandei um tiro. Não sei se acertei ou não.

P - Além de si, quem eram os elementos do pelotão?

R - O 1º cabo Pedro Aquino e alguns soldados de um pelotão de milícias, da 2ª linha.

P - Qual dos prisioneiros morreu primeiro?

R - Não sei. Não quis ver o fim. Foram os milícias que os enterraram.

P _ A que horas foi a execução?

R - Fomos buscá-los à volta das 11 [da noite]. Deve ter sido às 24 horas.

P - Havia gente a assistir?

R - Sim.

P - O que é que disseram? Não estavam indignados?

R - O povo não disse nada, tinha medo.

P - Arnaldo Araújo [que veio mais tarde a ser governador de Timor, nomeado pela Indonésia] também estava preso em Aileu, ou foi deixado em Díli?

R - Estava em Aileu.

P - Como é que se explica que eles tenham executado Maggiolo Gouveia, um oficial português, e poupado Arnaldo Araújo, que era considerado pelos nacionalistas um dos maiores traidores da história de Timor pois tinha colaborado com o Japão, durante a Segunda Guerra, e agora liderava os integracionistas da Apodeti?

R - Aranaldo Araújo foi dos últimos [a serem executados]. O nome dele estava noutra lista que me deram no outro dia com gente da Apodeti. Estávamos a passar a ribeira, era de noite também, e eu disse-lhes: "Têm que fugir. Se não fogem, morrem".

P - E eles fugiram?

R - Só alguns. Desconfiaram. Mas o Arnaldo Araújo fugiu com o filho, Zeca, que veio mais tarde a morrer em Ainaro.

P - Como é que você, simples soldado, lhes dizia para fugirem? Não sofreu represálias depois?
R - Na altura eu ainda tinha voz para discutir com os comandantes.
Disse-lhes: 'Vocês mandaram-me fazer isto. Têm que tomar as [vossas] responsabilidades, amanhã ou depois'. Mas eles já foram todos para águas de bacalhau.
P - É estranho ter deixado fugir um homem que veio a ser governador pró-indonésio sem sofrer represálias dos que vos mandaram matá-lo.
R - O Arnaldo Araújo a seguir ainda gritou na rádio várias vezes o meu nome.
Dizia: "Vem-te render". Mas eu estava no mato e não fui. Ainda estive preso [pela guerrilha] três meses, chamaram-me traidor. [Os indonésios] Apanharam-me num abrigo em 1978. Fiquei seis anos na prisão".

Entrevista feita em 23 de Maio de 2003 em Díli no âmbito da preparação de um livro do autor sobre o primeiro ano da independência de Timor-Leste.





Rogéria Gillemans

¡ TIMOR, E OS CRIMES DO 25 DE ABRIL !

Timor-Dili, a Cruz de Cristo com o Brasão, nas inscrições laterais lê-se; 
"POR PORTUGAL - CONTRA O INVASOR"

   
Timor 1975; A Revolução Vermelha dos Cravos de Sangue nos  massacres dos povos de Portugal !

O "governo" português de Abril abandonou Timor em 1975. A conjuntura da época é hoje mais clara. As Forças Armadas foram para Timor para promover os 3 D's — descolonização, democracia, desenvolvimento — mas tingidas a vermelho pela cartilha comunista e socialista marxista. O governador enviado, e primeira figura militar, era o então Coronel Lemos Pires, prometedor oficial de estado maior com uma missão...
Na sua equipe contava-se o depois vice-ministro comunista dos governos provisórios vermelhos, o Tenente-Coronel Arnão Metelo.

Nascem em Timor-Leste partidos políticos, alguns dos quais advogam a integração na Indonésia. As divergências degeneram em confrontos armados. Entretanto, as Forças Armadas portuguesas entregaram armas de guerra modernas e munições à resistência timorense, então FRETILIN, hoje FALINTIL, onde Xanana Gusmão era um membro apagado do comité central. Tentaram substituir a liderança dos liurais, chefes tradicionais, por líderes eleitos "democraticamente". Uma grande parcela de timorenses mais tradicionais se revoltou contra os marxistas com o apoio dos movimentos UDT e APODETI, sendo algumas das armas fornecidas pela polícia portuguesa do Capitão Maggioli Gouveia, anti-comunista.
Cumprida o que era a sua missão de deixar cair o poder na rua para que a FRETILIN dele se apoderasse, os militares portugueses evacuaram dia 26 de Agosto de 1975 para a ilha de Ataúro e depois para Portugal. Não foi bonito o acto de traição destes canalhas. Timor está a 11 horas de fuso horário de Lisboa, e na realidade está tão longe de todos e tão perto da Indonésia...

A guerra civil alastra por todo o território e enquanto se multiplicam as ameaças de intervenção indonésia, a Fretilin, liderada por Nicolau Lobato, expulsa de Díli os movimentos rivais da União Democrática Timorense e Apodeti e proclama unilateralmente a República Democrática de Timor-Leste, em 28 de Novembro de 1975, tendo como Presidente Francisco Xavier do Amaral.
Havia indicações ténues dos serviços militares de que Indonésia interviria mas não foram levadas a sério no plano português. Especula-se hoje se o PC da URSS e o PC português de então contariam com o Vietnam para cumprir o papel de cubanos da Ásia. Em 25 Abril de 1975 os vietnamitas entravam em Saigão e poderiam fazer novos focos revolucionários na Ásia, como os cubanos em Angola e na Etiópia. Era a idade de ouro do expansionismo soviético levado por mão criminosa apátrida para as províncias Portuguesas do Ultramar.

Sucedeu então uma santa aliança anti-comunista de EUA, Austrália e Indonésia. O General Suharto que liquidara 500 mil/600 mil indonésios comunistas pró-Sukarno, aquando da sua tomada de poder, não iria permitir um mini-comunismo à sua porta. Atenção, o exército indonésio é um exército de guerra civil. Nunca defrontou outra nação. Logo após o abandono de Timor por parte do "governo" de Abril, Suharto mandou invadir o pequeno território de Timor-leste. Em 7 de Dezembro de 1975 Tropas indonésias desembarcam em Díli e, nos dias seguintes, atravessam a fronteira e ocupam todo o território. Ignorando resoluções da ONU e tornou-o depois a "27ª província indonésia". Até ver. A Austrália foi o primeiro e único país a reconhecer a anexação. Sabia-se já da existência do Petróleo de Timor Gap que alguns comparam ao de Cabinda pelas suas ricas propriedades que o tornam importante para distilar combustível de aviação. Em 1989, a Austrália e a Indonésia assinam um acordo para exploração do petróleo no mar de Timor. Henri Kissinger, sempre pródigo em vacinas sangrentas preventivas nos outros, considerou que cinco semanas bastariam para resolver o assunto, segundo documentos publicados em "The Nation".

Seguiu-se um longo massacre de timorenses. Nos anos seguintes, estima-se que morrem dezenas de milhares em resultado de uma política de genocídio e assimilação forçada. A população fugiu para as montanhas, fora das áreas urbanas. Mas como é difícil assegurar a sobrevivência no mato — situação repetida agora em 1999 — a população bombardeada, esfomeada, vítima de doenças foi morrendo. Foram criados campos de concentração (como em 1999) para os que regressavam, atingindo o número de 200 mil pessoas como então admitiu Holbrooke, secretário de Estado americano.


TIMOR PORTUGUÊS


                      


                                             Timor 1960, e o povo de Portugal

                                             Timor e as crianças de Portugal 




                                               Plantação de café, Timor leste

Timor-Atabai 17 Julho de 1969
                             escolta ao Estandarte Nacional para as festas do ARBIRU

                                                         Liceu Oan Lha, 1969


Timor-Atabai-Huato Buicari 17 Julho de 1970. Festas do ARBIRU-
Chegada das entidades:Comandante militar Cor. Ventura Lopes,Cmdt do sector de Fronteira, Administrador Vitor Santa.

                   Timor-Atsabe 7de Junho1970-Visita do Subsecretário da Administração         Ultramarina,  Comandante Sacramento Monteiro a Atsabe onde esteve 11 dias.

                                                     Timor 1970 - Bobonaro, 
                  companhia de moradores rende homenagem às autoridades portuguesas



Palácio do Governo Civil -1968/70

Monumento a Nossa Senhora no Monte Ramelau